
Segundo os depoimentos colhidos, o crime foi gravado em vídeo pelos próprios envolvidos e compartilhado nas redes sociais.
A Polícia Civil informou que a próxima etapa do inquérito focará na identificação de pessoas que replicaram essas imagens e na apuração de ameaças feitas contra os familiares das vítimas.
Inicialmente, as famílias hesitaram em denunciar o caso à delegacia devido à pressão sofrida na comunidade e ao receio de represálias.
Identificação e prisões dos suspeitos
A investigação, conduzida pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), identificou quatro adolescentes e um homem de 21 anos como autores do crime.
Até o momento, três menores de idade foram apreendidos — dois na capital paulista e um em Jundiaí — e o adulto foi preso temporariamente no estado da Bahia.
Um quarto adolescente permanece foragido, e a polícia mantém negociações com a família para que ele se apresente à Justiça.
Proteção e assistência às vítimas
As duas crianças e seus familiares foram colocados sob proteção do poder público local.
A mãe e a avó de uma das vítimas foram encaminhadas para um projeto de atendimento social da prefeitura de São Paulo, enquanto a outra criança foi acolhida por parentes em Itaquaquecetuba.
O homem identificado como arquiteto da crueldade, será denunciado por estupro de vulnerável, corrupção de menores e divulgação de imagens de abuso.
Os menores de idade deverão responder por crimes análogos da mesma categoria.
A transferência do suspeito preso na Bahia para a capital paulista está em processo de coordenação entre as forças de segurança dos estados


