
A fazenda Estância das Oliveiras, em Viamão (RS), atingiu um feito inédito em abril de 2026: seu azeite Frantoio recebeu nota máxima no prestigiado concurso de Genebra. O reconhecimento coroa um projeto focado em alta qualidade sensorial e já abre caminhos para o mercado de luxo asiático.
Qual foi o recorde alcançado pela Estância das Oliveiras?
O rótulo Frantoio conquistou a nota 100/100 no European International Olive Oil Competition (Eiooc), em Genebra. Foi a primeira vez na história da competição que um azeite atingiu a pontuação máxima de forma unânime entre os jurados. Antes da produção comercial começar em 2019, o fundador percorreu olivais em diversos países para entender o que os maiores produtores globais faziam de diferente.
O que torna esse azeite tão diferenciado na produção?
O segredo está no método de colheita precoce: as azeitonas são colhidas ainda verdes. Embora isso diminua o volume da produção em cerca de 30%, aumenta drasticamente a concentração de polifenóis (antioxidantes) e a complexidade do sabor. Enquanto azeites comuns têm poucas notas sensoriais, os da Estância apresentam até 14. Além disso, o processamento ocorre no máximo quatro horas após a colheita para evitar a oxidação.
Para quais países o produto está sendo exportado?
Graças ao reconhecimento internacional e à alta qualidade, a marca focou no mercado de luxo da Ásia. Atualmente, os irmãos Goelzer, que conduzem o negócio, exportam para o Japão, Singapura e Coreia do Sul. Eles participam de feiras de alimentos “superpremium” nesses países para consolidar o azeite brasileiro como um item de alto valor agregado no exterior.


