
Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, perdeu um de seus grandes pilares históricos. Faleceu na última segunda-feira (8), aos 99 anos, o comerciante Pedro Rodrigues de Souza, carinhosamente conhecido por toda a comunidade como “Pedro Geleia”. Figura emblemática, ele foi peça-chave no desenvolvimento econômico e cultural do município.
Natural de Casa Nova, no norte do estado, Pedro migrou para a região atraído pelo potencial comercial da época. Desafiando um período de logística complexa, em que o abastecimento local dependia do transporte fluvial pelo Rio Preto — trazendo mercadorias de praças como Barra e Xique-Xique —, ele fincou raízes na tradicional Rua da Ladeira. Ali, ergueu não apenas um comércio, mas um ponto de referência para sucessivas gerações.

Mesmo com a aposentadoria formal imposta pela idade avançada, sua energia permanecia ligada às ruas; Pedro seguiu ativo no cotidiano da cidade vendendo caldo de cana e cultivando o afeto dos moradores. Além do legado no comércio, sua família moldou a identidade cultural local: ele era pai dos fundadores da banda Real Som, grupo musical que embalou por anos os festejos do Sagrado Coração de Jesus. Pedro Geleia deixa uma lacuna irreparável e um rastro de saudade na história formosense.


