
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) denunciou publicamente a retirada de sua escolta policial armada, determinada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A parlamentar, historicamente alinhada a pautas de desarmamento da população civil e direitos humanos, conta com proteção oficial da Polícia Legislativa desde 2020 devido a reiteradas ameaças de morte feitas por milícias no Rio de Janeiro.
A justificativa técnica para a suspensão do serviço aponta que a deputada teria entrado com frequência em áreas consideradas de “altíssimo risco”, como comunidades sob controle de facções, o que violaria os protocolos de segurança dos agentes da Casa.
Talíria rebateu a decisão, classificando a medida como um absurdo e argumentando que transitar em territórios populares faz parte de sua atividade parlamentar de representação. Ela destacou que o risco à sua integridade física continua ativo e documentado pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.
O caso gera debate político intenso: de um lado, opositores apontam suposta contradição ideológica no uso de proteção armada por defensores do desarmamento; de outro, aliados defendem que a segurança do Estado é dever institucional diante de ameaças reais contra mandatos eleitos.


