
A Bahia, estado governado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2007, carrega um dado alarmante em sua realidade social: é a única unidade federativa do Brasil que ainda registra mais de 1 milhão de pessoas analfabetas. Apesar de ser uma das maiores economias do Nordeste e um polo cultural de grande relevância, o estado enfrenta um gargalo histórico e estrutural na área da educação básica, que se arrasta por sucessivas gestões.
Ao longo de quase duas décadas sob a mesma diretriz política, os índices de analfabetismo baianos evidenciam a complexidade de combater a exclusão educacional, especialmente entre a população mais velha e nas áreas rurais. Críticos apontam que, apesar dos investimentos em infraestrutura e programas sociais, a eficácia das políticas públicas voltadas à alfabetização de jovens e adultos ficou aquém do necessário para reverter o cenário.
Por outro lado, defensores da gestão argumentam que a extensão territorial e as desigualdades regionais históricas impõem desafios severos. No entanto, o número absoluto de analfabetos na Bahia permanece como um indicador crítico e um lembrete urgente de que o desenvolvimento econômico deve caminhar lado a lado com a universalização e a qualidade do ensino básico.



