
O caso do caminhoneiro de 64 anos que teve sua aposentadoria negada pelo INSS, mesmo enfrentando graves diagnósticos de saúde como sequelas de AVCs, Parkinson, diabetes e cegueira monocular, traz à tona o debate sobre a rigidez das perícias médicas e a eficiência das políticas de assistência social. A frase “Tô cansado, mas não posso parar” sintetiza o drama de trabalhadores que, diante da negativa estatal, veem-se obrigados a continuar em atividade para garantir a subsistência.
Embora o governo federal venha implementando medidas para reduzir as filas e digitalizar os processos do INSS, episódios como este geram forte repercussão e críticas à gestão previdenciária. Especialistas apontam que a burocracia excessiva e a falta de critérios mais humanizados na avaliação de doenças crônicas agravam a vulnerabilidade de profissionais autônomos. O cenário reforça a urgência de reformas estruturais que assegurem dignidade e proteção social aos trabalhadores que mais necessitam.



