
A Polícia Civil prendeu, nesta semana, um enfermeiro acusado de uma prática estarrecedora: desligar propositalmente aparelhos de suporte à vida de pacientes terminais para acelerar óbitos. O objetivo do crime seria garantir o recebimento de comissões pagas por funerárias locais em troca da indicação imediata de serviços de sepultamento às famílias enlutadas.
As investigações começaram após a administração do hospital notar uma frequência atípica de óbitos durante os plantões do profissional, aliada a falhas injustificadas nos sistemas de monitoramento. Segundo os depoimentos, o suspeito mantinha contato direto com agentes funerários, que pagavam valores pré-estipulados por cada “contato facilitado”.
Detalhes da Investigação
- Modus Operandi: O acusado agia em momentos de baixa vigilância, manipulando equipamentos críticos.
- O Esquema: A polícia identificou mensagens que comprovam a negociação de valores entre o enfermeiro e empresas do setor de luto.
- Provas: Além de registros digitais, prontuários médicos passaram por perícia técnica, revelando interrupções mecânicas incompatíveis com a evolução clínica dos pacientes.
O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) emitiu nota repudiando o caso e abriu um processo administrativo que pode resultar na cassação definitiva do registro profissional. O enfermeiro responderá por homicídio qualificado e corrupção passiva. As autoridades agora buscam identificar se outras funerárias participavam do esquema, o que pode ampliar o número de detidos nos próximos dias.


