
Uma operação conjunta das autoridades federais e forças de segurança desarticulou, nesta semana, um esquema de exploração desumana operado sob o pretexto de auxílio religioso. A força-tarefa logrou o resgate de 40 pessoas mantidas em condições análogas à escravidão dentro das dependências de uma instituição religiosa. O líder da congregação, um pastor cujas atividades já estavam sob vigilância, é também o principal suspeito de cometer uma série de abusos sexuais contra fiéis.

As vítimas, que incluíam homens e mulheres em busca de amparo espiritual e social, eram submetidas a jornadas de trabalho exaustivas, sem qualquer remuneração e sob condições degradantes de higiene e alimentação. Segundo os investigadores, o suspeito utilizava o “temor reverencial” e a manipulação psicológica para manter o controle absoluto sobre o grupo, impedindo-os de deixar o local.
Investigação e Justiça
Além da exploração laboral, os relatos colhidos no local apontam para um histórico de violência de gênero. Diversas mulheres indicaram que o pastor se valia de sua posição de autoridade para praticar abusos sexuais, alegando se tratarem de “rituais de purificação” ou orientações espirituais.
As pessoas resgatadas foram encaminhadas para abrigos da rede socioassistencial, onde recebem atendimento médico, psicológico e apoio para a regularização de seus direitos trabalhistas. O pastor foi detido e poderá responder por trabalho escravo, cárcere privado e estupro de vulnerável. O caso corre em segredo de justiça para proteger a identidade das vítimas enquanto a perícia analisa o local.


