
WASHINGTON — O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro, articulado pelos bastidores da ala conservadora com o apoio de Eduardo Bolsonaro, resultou em discussões estratégicas sobre segurança pública, comércio e parcerias internacionais.
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro fez um pedido enfático para que o governo norte-americano classifique as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Segundo o parlamentar, Trump se comprometeu a analisar a viabilidade da medida. O senador também ofereceu a inclusão do Brasil no “Escudo das Américas”, uma iniciativa de cooperação militar e de inteligência voltada ao combate ao crime organizado transnacional no continente.
Além da agenda de segurança, o diálogo abrangeu temas econômicos de interesse mútuo, como a negociação de tarifas alfandegárias e acordos comerciais envolvendo a exploração de terras raras e minerais críticos, setor no qual o Brasil detém uma das maiores reservas globais.
A viagem oficial a Washington foi estendida no dia seguinte com reuniões com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, solidificando a aproximação da oposição brasileira com a cúpula de Washington. Para analistas, o movimento busca consolidar a imagem de Flávio como a principal alternativa externa e sólida à atual gestão federal.


